A Casa Forte do Cuó está ligada ao período da interiorização do povoamento colonizador na capitania do Rio Grande, após a retirada dos holandeses na metade do século XVII, quando a Coroa portuguesa iniciou a ocupação colonizadora do espaço dos sertões do Estado do Brasil com as frentes de colonização ligada à expansão da criação de gado. Os tapuias eram tradicionais inimigos dos portugueses, e em razão desse fato, estes mesmos colonizadores fizeram uso de unidades militares de apoio e consolidação de conquista territorial, sendo a Casa Forte do Cuó um importante exemplo dessa estratégia. Neste contexto, o coronel Antônio de Albuquerque da Câmara, senhor de terras e capitão de ordenanças, tratou de construir uma casa forte, por volta de 1680, para servir de aquartelamento às tropas sob o seu comando e como base física de operações contra os tapuias (Guerra dos Bárbaros). Escolheu assim um ponto muito adequado, capaz de controlar a circulação de pessoas que porventura ocorresse nos rios Acauã (hoje o trecho é considerado como sendo o rio Seridó), Quipauá (atualmente Barra Nova) e Sabugi. Em torno da casa forte ficavam acampadas as tropas empregadas no combate aos indígenas (SILVA, 2010: 280-283).
No final da década de 1680, os ocupantes da casa forte foram dizimados e a edificação foi queimada e destruída pelos índios tapuias. A construção foi quase totalmente desfeita no século seguinte para que as estruturas remanescentes ali existentes servissem de matéria prima para a construção da primeira capela que deu origem à povoação, depois Vila, e finalmente cidade de Caicó (SILVA, 2010: 332-335).